Pole dance ganha status de atividade física


O pole dance, que fez sucesso tempos atrás depois de ter sido destaque na novela, volta à cena e ganha ares de fitness - e pode até virar modalidade olímpica. Experimente e conquiste um corpo definido! Nos desfiles nacionais da temporada verão 2014, as modelos exibiram mais músculos do que de costume. Entre as saradas que arrancaram suspiros da plateia, Alicia Kuczman foi uma das que mais chamaram a atenção pelo corpo superdefinido, mas com curvas bem femininas. O segredo da sua boa forma: aulas de pole dance. A técnica volta à cena e ganha ares de fitness - Alicia está aí para comprovar a tendência. "Comecei na pole quando mudei para Nova York, em outubro de 2012, e me apaixonei. Quando eu não estou viajando, consigo ir três vezes na semana", afirma a top. Graças à genética impecável, com apenas três aulas, Alicia percebeu as primeiras mudanças. Seu corpo ficou tão definido que precisou dar um tempo na atividade antes dos desfiles de biquíni porque seus músculos cresceram e apareceram. "Isso sem falar nos hematomas que surgem durante as aulas.

Não dá para ficar exibindo os roxos na passarela", diz, brincando. Forte e feminina O upgrade da pole dance a status fitness não foi à toa. Os músculos são exigidos o tempo todo e, assim, é possível fortalecer o abdômen, os glúteos, os braços, as coxas e as panturrilhas. Além disso, ela ajuda na queima de gordura, aumentando a massa magra. "Em uma hora de aula, dá para exterminar de 300 a 450 calorias", afirma a professora Renata Wilke, proprietária da Escola de Pole Dance, em São Paulo. Os movimentos são tão intensos que a modalidade virou até categoria de um evento multiesportivo organizado pelo ator Arnold Schwarznegger, que aconteceu em abril no Rio de Janeiro. Cristiana Arcangeli, da marca Beauty’in, percebeu o crescimento da atividade no Brasil e patrocinou o campeonato. "Quis apoiar a causa da pole dance, que ainda é pouco praticada por aqui. E é um exercício excelente porque aumenta a resistência e trabalha a flexibilidade e a coordenação motora", destaca a empresária, que pretende colocar a dança na sua rotina de exercícios em breve.
Seguindo essa onda de competições, há o engajamento por parte de alguns entusiastas em tornar a dança uma modalidade olímpica. Mas esse ponto ainda divide opiniões. "Não vejo a pole dance só como um esporte. É uma atividade que une os benefícios do exercício físico com a feminilidade da dança. Não podemos deixar de lado essa essência", salienta Renata. Não desista! Se você ficou morrendo de vontade de se atirar no primeiro poste, mas acha que não leva jeito, pode começar a rever seus conceitos. "O que mais gostei quando cheguei à primeira aula foi encontrar todo tipo de mulher (magra, alta, baixa, com barriga). E todas se desprendem de seus preconceitos", conta Alicia. A professora Renata Wilke reforça essa democracia, mas lembra que o desempenho varia de pessoa a pessoa. "No início, focamos mais os giros e depois passamos para os trabalhos de força. Quem tem mais habilidade consegue fazer as inversões (ficar de cabeça para baixo) depois de um mês praticando duas ou três vezes por semana." As aulas são contraindicadas apenas para quem tem desvios na coluna ou labirintite acentuada.
Mesmo assim, vale a pena tentar se superar.

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